A Diocese do Aterrado foi criada a 08/07/1918 pela Bula "Romanis Pontificibus" do Papa Bento XV, desmembrada da Arquidiocese de Mariana e da então Diocese de Uberaba. A 05/12/1960 passou a denominar-se Diocese de Luz.
1º Bispo: D. Manoel Nunes Coelho (1920-1967)
2º Bispo: D. Belchior Joaquim da Silva Neto (1960-1994)
3º Bispo: D. Eurico dos Santos Veloso (1994-2001)
“Sede Vacante” (29/11/2001 a 18/05/2003)
Administrador Diocesano: D. José Martins da Silva.
4o Bispo: D. Antônio Carlos Félix (18/05/2003 ...)
Situação Geográfica: Centro-Oeste de Minas Gerais.
Limites: Arquidiocese de Uberaba (MG); Arquidiocese de Diamantina (MG); Diocese de Sete Lagoas (MG), Diocese de Patos de Minas (MG); Diocese de Divinópolis (MG); Diocese de Oliveira (MG); Diocese da Campanha (MG) e Diocese de Guaxupé MG).
Superfície: 24.758 Km2
População: 429.779 habitantes (cf. dados do IBGE – 2004).
Municípios: Abaeté, Arcos, Bambuí, Biquinhas, Bom Despacho, Campos Altos, Capitólio, Cedro do Abaeté, Córrego Dantas, Córrego Fundo, Dores do Indaiá, Doresópolis, Estrela do Indaiá, Formiga, Guapé01, Iguatama, Japaraíba, Lagoa da Prata, Luz, Medeiros, Moema, Morada Nova de Minas, Paineiras, Pains, Pimenta, Piumhi, Pratinha, Quartel Geral, Santa Rosa da Serra, Santo Antônio do Monte, São Roque de Minas, Serra da Saudade, Tapiraí e Vargem Bonita.
PARÓQUIAS, PADROEIRO(A), DATA DE CRIAÇÃO, BISPO, DECRETO OU DIOCESE
Abaeté = N. Sra. Patrocínio - 14/07/1864 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
Arcos = N. Sra. do Carmo - 04/06/1859 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
Arcos = Santo Antônio - 21/09/1999 - Dom Eurico - Decreto 06 / Pág. 26
Bambuí = Sant’Ana - 1816 - Dom Cipriano - Diocese de Mariana
Bambuí = N. Sra. das Graças - 19/11/2003 - Dom Félix - Decreto 13 / Pág. 09 v
Bom Despacho = N. Sra. do Bom Despacho - 20/08/1834 - Dom Trindade - Anexada de BH à Luz em 1922
Bom Despacho = São Vicente de Paulo - 25/11/1999 - Dom Eurico - Decreto 08 / Pág. 26 v
Bom Despacho = São José Operário - 26/01/2004 - Dom Félix - Decreto 16 / Pág. 12 v
Campos Altos = Santa Terezinha - 1856 - Dom Viçoso - Anexada de Araxá à Luz em 1959
Capítólio = São Sebastião - 15/06/1924 - Dom Manoel - Decreto 15 / Pág. 05 v
Córrego Danta = São José - 1862 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
Córrego Fundo = Sagrada Família - 08/12/1997 - Dom Eurico - Decreto 03 / Pág. 26
Dores do Indaiá = N. Sra. das Dores - 1804 - Bispo de Olinda - Anexada à Mariana em 1860
Doresópolis = N. Sra. das Dores - 23/03/1915 - Dom Silvério - Diocese de Mariana
Estrela do Indaiá = São Sebastião - 09/03/1929 - Dom Manoel - Decreto 49 / Pág. 12 v
Formiga = São Vicente Férrer - 24/06/1932 - Dom Trindade - Diocese de Mariana
Formiga = Sagr. Coração Jesus - 15/08/1963 - Dom Belchior - Decreto 85 / Pág. 23 v
Formiga = São Judas Tadeu - 20/01/2000 - Dom Eurico - Decreto 09 / Pág. 27
Formiga = São Sebastião - 20/01/2000 - Dom Eurico - Decreto 10 / Pág. 05 v
Iguatama = N. Sra. da Abadia - 1862 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
Japaraíba = N. Sra. do Rosário - 11/10/1987 - Dom Belchior - Decreto 01 / Pág. 25
Lagoa da Prata = São Carlos Borromeu - 15/07/1932 - Dom Manoel - Decreto 38 / Pág. 14 v
Lagoa da Prata = São Sebastião - 24/06/2000 - Dom Eurico - Decreto 11 / Pág. 07
Luz = N. Sra. da Luz - 1856 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
Luz = São José Operário - 26/01/2004 - Dom Félix - Decreto 17 / Pág. 14
Medeiros = São José - 15/01/1954 - Dom Manoel - Decreto 78 / Pág. 21 v
Moema = São Pedro Apóstolo - 23/06/1957 - Dom Manoel - Decreto 84 / Pág. 22 v
Morada Nova de Minas = N. Sra. do Loreto - 1852 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
Paineiras = São Rafael Arcanjo - 26/03/1952 - Dom Manoel - Decreto 76 / Pág. 20 v
Pains = N. Sra. do Carmo - 31/10/1925 - Dom Manoel - Decreto 18 / Pág. 09 v
Pimenta = N. Sra. do Rosário - 1852 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
Piumhi = N. Sra. do Livramento - 1792 - Dom Domingos - Diocese de Mariana
Piumhi = Santo Antônio - 26/01/2004 - Dom Félix - Decreto 14 / Pág. 11
Pratinha = Santo Antônio - 1865 - Dom Viçoso - Anexada à Luz em 1959
Quartel Geral = Espírito Santo - 26/01/2004 - Dom Félix - Decreto 15 / Pág. 12
Santa Rosa da Serra = Santa Rosa de Lima - 15/08/2001 - Dom Eurico - Decreto 12 / Pág. 08 v
Santo Antônio do Monte = Santo Antônio - 24/05/1854 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
São Roque de Minas = São Roque - 1858 - Dom Viçoso - Diocese de Mariana
PLANO DE AÇÃO EVANGELIZADORA
QUADRIÊNIO: 2005 - 2008
“Queremos ser uma Igreja que forma o Povo de Deus,
renova a Comunidade e transforma a Sociedade"
HISTÓRICO DA II ASSEMBLÉIA DIOCESANA DE PASTORAL
Aconteceu em Luz, nos dias 06 e 07 de novembro, nas dependências da Escola Municipal D. Manoel Nunes Coelho e do Centro Paroquial de Pastoral a II Assembléia Diocesana de Pastoral.
Uma Assembléia de Pastoral é fruto de um processo amplo de consulta, reflexão, discussão e propostas. Assim, em preparação a esta Assembléia houve uma intensa participação do Povo de Deus das 38 Comunidades Paroquiais que constituem a Diocese de Luz. Todo o trabalho foi eficazmente coordenado por D. Antônio Carlos Félix, nosso bispo diocesano e pelo Conselho Diocesano de Pastoral (CDP). Este constituiu uma Comissão Central que: elaborou os subsídios de reflexão, encaminhou as propostas de trabalho e coordenou toda as atividades da Assembléia. Durante o mês de agosto, realizou-se o Momento Paroquial. Em cada domingo, refletiu-se sobre um tema, nesta ordem: Memória da I ADP de 2000; a Dignidade da Pessoa Humana; a Renovação da Comunidade Eclesial e a Construção da Sociedade Solidária. Foi a oportunidade para todos os cristãos católicos colaborarem com suas críticas e sugestões. Com o relatório do Momento Paroquial em mãos, padres e lideranças paroquiais fizeram o Momento Forâneo (Forania é o conjunto de Paróquias vizinhas de uma determinada região da Diocese). E assim se elaborou o relatório da forania. Estes relatórios é que serviram de base para todos os trabalhos da II ADP. No dia 06/11 (sábado) ele foi lido, exaustivamente discutido e dele é que brotaram as propostas pastorais.
No dia 07/11 (domingo), reunidos em plenário, os delegados decidiram as 03 PRIORIDADES PASTORAIS, com suas 35 pistas de ação. AS PRIORIDADES PASTORAIS escolhidas foram: 1. Formação integral de todos os agentes de pastoral; 2. Renovação da Igreja como rede de pequenas comunidades; 3. Presença profética e transformadora da Igreja na Sociedade.
A assessoria para a reflexão, discussão e decisões da Assembléia foi feita por 04 observadores convidados: Agostinho Carlos Oliveira (Luz); Ivan de Oliveira Elias (Piumhi); Pe. Flávio Luís Rodrigues Souza (Reitor do Seminário de Teologia) e Marlene Silva (Arquidiocese de Pouso Alegre). Contamos com o apoio insubstituível das Equipes de Trabalho e das Famílias das Paróquias N. Sra. da Luz e São José Operário, de Luz.
A II ADP foi uma experiência muito rica de conhecimento da realidade das Paróquias: suas dificuldades, seus êxitos, seus anseios. A metodologia usada facilitou o entrosamento, a partilha das situações, a amizade dos agentes pastorais, dos padres e do bispo.Eles são os grandes responsáveis pela obra evangelizadora em nossa Igreja Particular.
Oxalá, iluminados pelas diretrizes pastorais que emergiram da II ADP, consigamos acolher e formar bem as pessoas, animar e tornar missionárias nossas Comunidades Paroquiais e participar, profeticamente, na transformação da sociedade brasileira, que sonhamos seja mais justa e solidária.
Pe. Antônio Carlos da Silva
Secretário Geral da II ADP
BREVE HISTÓRICO DA AÇÃO PASTORAL NA DIOCESE DE LUZ
Nossa Igreja Diocesana, antes chamada de Diocese do Aterrado, foi criada em 08 de julho de 1918, pela bula papal Romanis Pontificibus, assinada pelo papa Bento XV, tendo como seu primeiro bispo Dom Manoel Nunes Coelho. Em 05 de dezembro de 1960, a Diocese do Aterrado passou a ser chamada oficialmente de Diocese de Luz.
Os esforços da ‘primeira hora’ de evangelização em nossa Diocese se deram, dentro daquele determinado contexto, num admirável esforço missionário, marcado pelo desempenho pessoal e generoso de muitos sacerdotes e de muitos leigos, quando a comunicação era difícil e os recursos humanos e econômicos, muito escassos. Desse tempo, permanecem ainda na memória de nosso povo os “movimentados” Retiros Espirituais, promovidos na cidade de Luz, com a participação de leigos vindos de todos as paróquias da diocese.
Benfazejos esforços de renovação ventilaram em nossa Igreja, após a realização do Concílio Ecumênico Vaticano II, do qual fez parte, como bispo delegado, nosso bispo diocesano da época, Dom Belchior Joaquim da Silva Neto. Motivada pelo contexto de renovação, nossa Diocese procurou se atualizar pastoralmente, sobretudo no que diz respeito à Catequese e à participação mais efetiva dos leigos na Igreja. Além disso, foram destaques, dentro dessa época, os novos rumos dados à Pastoral da Juventude e às incipientes experiências com as comunidades eclesiais de base, em algumas paróquias de nossa diocese.
A experiência já adquirida foi despertando em nossa Diocese uma necessidade de melhor organização e sistematização dos trabalhos pastorais, desejo que foi acolhido pelo nosso bispo de então, Dom Eurico dos Santos Veloso. Foram se fortalecendo os conselhos paroquiais de pastoral, as confraternizações diocesanas das comunidades e das diversas pastorais. É destaque, aqui, também o trabalho da Pastoral Vocacional. Neste contexto começam os trabalhos de preparação para a nossa I Assembléia Diocesana de Pastoral, embalada pelo refrão: “Sozinho, isolado, ninguém é capaz !”
A I Assembléia Diocesana realizou-se na Paróquia de Santo Antônio, em Santo Antônio do Monte, nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 2000, com a participação de 249 delegados, vindos de todas as paróquias da Diocese. Foi um momento de grande riqueza para nossa Igreja. A I Assembléia definiu como prioridades para nossa ação evangelizadora: A Pastoral de Conjunto; a Formação; e a Espiritualidade. A Assembléia também definiu o lema motivador deste nosso caminho pastoral: “Queremos ser uma Igreja mais humana e participativa”.
Estes últimos quatro anos foi o tempo favorável para que nós todos, o Povo de Deus da Igreja de Luz, entre acertos e erros, pudéssemos viver e realizar o espírito de nossa I Assembléia Diocesana. Diante dos projetos nascidos da I Assembléia, bem como diante das novas exigências da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, diante também de nossos novos contextos sociais e eclesiais, vimos chegar a hora de nossa II Assembléia Diocesana, convocada e presidida pelo nosso atual bispo Diocesano, Dom Antônio Carlos Félix.
A preparação para nossa 2ª. Assembléia começou desde as pequenas comunidades e grupos de reflexão, chegando às paróquias e às foranias. A motivação de fundo para a nossa preparação para a Assembléia, em todos os níveis, foram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (Doc.71 – CNBB), na fidelidade às dimensões da Pessoa, da Comunidade e da Sociedade.
A II Assembléia Diocesana do Povo de Deus, em seu momento propriamente diocesano, aconteceu em Luz, nos dias 06 e 07 de novembro de 2004, com a participação de 383 delegados, entre leigos, religiosos e padres. Esta II Assembléia, pela Graça de Deus, nossos passos de maturidade em direção a uma ação evangelizadora mais fiel ao Cristo, bem como denunciou os passos que ainda teremos de avançar rumo a uma evangelização mais completa, em seus objetivos e métodos. Os debates, discussões, decisões vindas da II Assembléia fizeram nascer este plano de pastoral que, agora, apresentamos.
OBJETIVO GERAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA DIOCESE DE LUZ
“Evangelizar: formando a pessoa humana, renovando a comunidade e construindo uma sociedade solidária, em vista do Reino definitivo”.
A II Assembléia Diocesana do Povo de Deus da Diocese de Luz escolheu, soberanamente, o seu lema: “Queremos ser uma Igreja que forma o Povo de Deus, renova a Comunidade e transforma a Sociedade”. Inspirados neste lema e demonstrando a comunhão com a Igreja do Brasil, através das atuais Diretrizes da Ação Evangelizadora, o Conselho Diocesano de Pastoral, juntamente com o Bispo e seu Presbitério Diocesano, definiram o Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Diocese de Luz.
Durante os primeiros anos de planejamento pastoral na Igreja do Brasil, as diretrizes orientavam a prática eclesial para uma ‘AÇÃO PASTORAL’. Com o passar do tempo e, sobretudo, com a exigência dos novos contextos sociais, culturais e eclesiais, a Igreja no Brasil sentiu necessidade de ampliar o alcance de sua prática pastoral. Por isso, passou, desde 1995, a oferecer diretrizes para a sua AÇÃO EVANGELIZADORA. A ênfase dada à Ação Evangelizadora, ou seja, à EVANGELIZAÇÃO, ajuda a Igreja a sair, ainda mais, para fora de si e de seus quadros mais estáveis e se dirigir à toda sociedade, incluindo aí aquelas pessoas mais afastadas da prática eclesial e que, de fato, necessitam de uma nova evangelização[1].
Por isso, em comunhão com a Igreja no Brasil, a Diocese de Luz também encabeça seu objetivo geral para o quadriênio 2005-2008 com o desafio do EVANGELIZAR e com tudo o que isso possa trazer de implicações. Por causa disso mesmo, assumimos integralmente, em comunhão com toda Igreja, as exigências próprias da evangelização inculturada, presentes em todas as orientações pastorais da Igreja, nos últimos decênios, a saber: o SERVIÇO, o DIÁLOGO, o ANÚNCIO e o TESTEMUNHO DE COMUNHÃO.
Fazendo eco às Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil – 2003 -2006, a nossa Diocese também quer articular sua missão de evangelizar em torno das três dimensões fundamentais da vida humana. E foi exatamente isso que ficou definido na escolha das prioridades diocesanas, eleitas pela II Assembléia do Povo de Deus.
Em primeiro lugar, queremos atingir a pessoa, em sua inteireza espiritual e corporal[2]. É isso que nos pedem as novas diretrizes da Igreja no Brasil. Em nossa Diocese, teremos mais cuidado, conforme decidiu a II Assembléia do Povo de Deus, em oferecer uma formação mais completa a todas as pessoas, orientando, capacitando, conscientizando, para que todos se sintam mais capazes de viver, celebrar e expressar melhor sua fé.
Nossa meta, assim como nas DGAE 2003-2006, é também renovar as comunidades eclesiais, com o objetivo claro de fortalecer laços de caridade entre nós e favorecer relações humanas mais saudáveis e uma relação com Deus mais consistente[3]. Nossa II Assembléia, para deixar mais claro este objetivo, definiu que essa renovação da comunidade será favorecida pela implementação de um modelo paroquial como rede de pequenas comunidades.
Por fim, à luz das DGAE 2003-2006, queremos desenvolver uma presença mais qualificada e mais visível dentro da sociedade, da qual nós, Igreja, fazemos parte. Não uma presença qualquer, mas desejamos que nossa presença, como Igreja Diocesana de Luz, seja uma luz profética, colocando-nos especialmente ao lado daqueles que a sociedade, pelo seu funcionamento, deixa excluídos.
Traduz-se, nisso, o Objetivo Geral da Ação Evangelizadora assumido pela Diocese de Luz para o quadriênio 2005-2008, em sintonia com as orientações de toda Igreja e, particularmente, da Igreja no Brasil, através da CNBB. Esse objetivo geral, assumido para o quadriênio 2005-2008, será desdobrado em três grandes prioridades eleitas pela II Assembléia Diocesana do Povo de Deus. E estas prioridades, a cada ano, terão indicações práticas para, aos poucos, serem efetivadas em nossas ações pastorais.
PRIORIDADES PASTORAIS E SUAS PISTAS DE AÇÃO PARA O QUADRIÊNIO 2005-2008
1ª. Prioridade: Formação Integral de todos os agentes de Pastoral.
Pistas de Ação sugeridas:
a) Criar, efetivamente, as Escolas da Fé.
b) Oferecer, em melhor qualidade e maior quantidade, formação para todos os agentes de pastoral, incluindo leigos e leigas, religiosos, religiosas, aspirantes à vida religiosa, seminaristas, padres e bispo.
c) Criar condições, através da formação humano-cristã de agentes, para uma atuação mais ampla e eficaz da Pastoral Familiar.
d) Realizar retiros espirituais.
e) Promover atividades formativas, de conteúdo catequético e litúrgico.
2ª. Prioridade: Renovação da Igreja como rede de pequenas comunidades.
Pistas de Ação sugeridas:
a) Incentivar e fortalecer as dimensões da acolhida e da visitação, no resgate aos afastados e no respeito e promoção da auto-estima de todos.
b) Criar diretrizes diocesanas para o trabalho pastoral e sacramental, com vistas à unidade eclesial.
c) Dinamizar, criativamente, a pastoral do dízimo, com melhor conscientização sobre sua importância e com métodos mais eficazes.
d) Promover atividades missionárias.
e) Promover encontros com pessoas em situação especial de vida, num contexto de pastoral familiar mais ampliada.
f) Dinamizar a Pastoral Familiar e a Pastoral da Juventude.
g) Organizar a paróquia em rede de pequenas comunidades.
h) Implementar a pastoral orgânica, dando ênfase na valorização e reestruturação dos diversos conselhos participativos (CDP, CDAE, CPL, CFP, CPP, CPAE, CPC´s).
3ª. Prioridade: Presença profética e transformadora da Igreja na Sociedade
Pistas de Ação sugeridas:
a) Incentivar, implantar e fortalecer o Movimento “Fé e Política”.
b) Promover o estudo da Doutrina Social da Igreja.
c) Reivindicar e acompanhar a implementação de novas políticas públicas para os setores mais frágeis da sociedade.
d) Aperfeiçoar a comunicação interna e externa na Igreja e da Igreja com a sociedade.
e) Estabelecer parcerias públicas e privadas, em projetos sociais e pastorais, dando ênfase à dimensão de uma maior consciência ecológica.
f) Utilizar melhor os MCS na promoção de valores éticos, morais e religiosos, na família, na Igreja e na sociedade.
g) Incentivar a participação efetiva dos cristãos e cristãs na política.
h) Criar canais mais eficazes de comunicação com as lideranças políticas e civis locais.
FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA DAS PRIORIDADES PASTORAIS
A 2ª. Assembléia Diocesana do Povo de Deus definiu três grandes prioridades, para serem implementadas e fortalecidas nos próximos quatro anos. Para cada prioridade, a Assembléia sugere algumas pistas de ação, que facilitam sua melhor efetivação.
Estas pistas de ação não esgotam as possibilidades de implementação e fortalecimento das prioridades. No caminho, feito e por fazer, as comunidades poderão descobrir outras pistas e outras exigências, que devem, criativamente, ser incorporadas a estas que foram sugeridas pela Assembléia Diocesana.
1. FORMAÇÃO INTEGRAL DE TODOS OS AGENTES DE PASTORAL
É indiscutível que, em toda Sagrada Escritura, os homens e as mulheres de Deus sempre foram formados pela própria Palavra que vem do Senhor, por vezes vinda de modo sutil, outras vezes, Palavra que exigia “arrancar e derrubar, para edificar e construir”[5]. Também Jesus, melhor que ninguém, formava seus amigos para um autêntico discipulado, ensinando modos de falar, mas, principalmente, modos de agir e de ser, diante do ‘mundo’.
Mais recentemente, a Igreja vem reconhecendo a necessidade de uma melhor preparação e qualificação das pessoas que estão sob seus cuidados. Já o Vaticano II reconhece que a formação é um direito de todos os membros da Igreja, inclusive para que todos, leigos e ministros ordenados, cooperem melhor para a única obra da Igreja[6].
Ultimamente, a CNBB, com toda sua experiência em planejamento pastoral, tem-se preocupado insistentemente para que todas as comunidades eclesiais se ocupem com a formação de cada um de seus membros, acreditando que uma melhor formação e qualificação podem se traduzir em uma prática pastoral mais eficaz e apropriada para os tempos atuais.
Com tudo isso em vista e, principalmente, com o desejo expresso pela II Assembléia Diocesana do Povo de Deus, a nossa Diocese de Luz assume, pois, como prioridade de seus trabalhos para o próximo quadriênio, a FORMAÇÃO INTEGRAL DE TODOS OS AGENTES DE PASTORAL.
Não se pode esquecer que o desejo da Assembléia do Povo de Deus é uma formação integral, isto é, que contemple o ser humano em todas as suas dimensões e necessidades, sejam elas espirituais, intelectuais e humano-afetivas. Além disso, também não se pode esquecer que a Assembléia pede uma formação consistente para TODOS os agentes de pastoral, incluindo aqui todos os leigos e leigas, mas também seminaristas, religiosos, religiosas, padres e o bispo diocesano. Tudo isso, pelo espírito presente na Assembléia do Povo de Deus, é o desejo de oferecer o Evangelho de modo mais apropriado ao mundo e às pessoas de hoje.
2. RENOVAÇÃO DA IGREJA COMO REDE DE PEQUENAS COMUNIDADES
Além disso, pelas Sagradas Escrituras, principalmente pelo livro dos Atos dos Apóstolos, já sabemos que os primeiros cristãos formavam pequenas comunidades, em torno da Palavra, da Eucaristia e do serviço aos pobres.
A Igreja, desde o Vaticano II, vem redescobrindo o valor das pequenas comunidades para a vivência mais fiel do seguimento a Jesus Cristo. Esta redescoberta das pequenas comunidades está presente na Igreja da América Latina, desde as conclusões das Conferências de Medellín e Puebla, mas foi a Conferência de Santo Domingo que deixou mais claro este desejo da Igreja, chamando a Paróquia de rede de comunidades: “A paróquia, comunhão orgânica e missionária, é assim uma rede de comunidades”.[7]
As atuais DGAE ajudam a definir melhor o que queremos alcançar, propondo a vida cristã em pequenas comunidades: “Nosso esforço será criar condições para que as pessoas possam viver relações de solidariedade e de fraternidade que permitam sua maior realização, no contexto atual”.[8]
É neste espírito, portanto, que a II Assembléia do Povo de Deus definiu como prioridade a RENOVAÇÃO DA IGREJA COMO REDE DE PEQUENAS COMUNIDADES. Constatando que a estrutura eclesial a que chamamos ‘Paróquia’, dado o complexo contexto sócio-cultural em que vivemos, já não consegue favorecer satisfatoriamente melhores laços de fraternidade e vivência cristã de todos, nossa Diocese nos convoca a reestruturarmos nossa vida e organização eclesial, de modo a fazermos de nossas paróquias uma verdadeira ‘rede de pequenas comunidades’.
3. PRESENÇA PROFÉTICA E TRANSFORMADORA DA IGREJA NA SOCIEDADE
O seguimento a Jesus, para ser autêntico, exige dos seguidores serem fermento, sal e luz no mundo. O próprio Jesus é insistente em ensinar, através de discursos e parábolas, que sua Igreja – isto é, a comunidade daqueles que o seguem – não pode se esconder do mundo, mas ser instrumento de sua transformação naquilo que é o sonho de Deus, no seu Reino.
O Concílio Vaticano II, em sua constituição pastoral Gaudium et Spes, fala-nos de modo contundente: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo. (...) a comunidade cristã se sente verdadeiramente solidária com o gênero humano e com sua história.”[9]
É mais que conhecido o fato de que a sociedade brasileira é marcada por uma gritante desigualdade social e essa relação desigual está presente, naturalmente, em nossa Diocese de Luz. Portanto, nossa Igreja diocesana deve se sentir provocada por essa realidade e deve, também, procurar oferecer algum tipo de contribuição na superação destes desafios apresentados pela sociedade.
Inclusive, está dito claramente nas atuais DGAE: “Tal desigualdade, aos olhos do cristão, é um escândalo e, ao mesmo tempo, um desafio, diante do qual não basta protestar ou lamentar, mas é preciso redobrar com lucidez e perseverança o empenho na construção de uma sociedade justa e solidária”.[10]
A 2ª. Assembléia do Povo de Deus, sensível a estas questões, mas também atenta em não separar Igreja e Sociedade, como se fossem duas realidades opostas, pede-nos, como ação prioritária, UMA PRESENÇA PROFÉTICA E TRANSFORMADORA DA IGREJA NA SOCIEDADE.
A nossa Diocese está, pois, convocada a se organizar, de modo participativo e criativo, estabelecendo parcerias diversas, utilizando meios mais adequados e eficazes, para ser uma presença de qualidade transformadora em nossa sociedade, seja no nível da conscientização, mas também no nível da atuação concreta, no dia-a-dia de nossa realidade.
PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO “FORMAMOS A IGREJA VIVA”
1. Apresentação
O Projeto de Evangelização “Formamos a Igreja Viva” foi discutido e aprovado, em suas linhas gerais, pelo Conselho Diocesano de Pastoral e pela Assembléia do Clero. Trata-se de um projeto que tem em vista potencializar, ainda mais, nossos esforços evangelizadores na implementação das decisões tomadas pela 2ª. Assembléia do Povo de Deus da Diocese de Luz.
Com este projeto de Evangelização, o que pretendemos é criar o desejado equilíbrio entre a real necessidade de uma unidade em torno de nossos propósitos evangelizadores, por um lado, e o respeito à diversidade de situações pastorais, de contextos culturais e religiosos existentes em nossa Diocese, por outro.
Com isso, queremos dizer que o Projeto de Evangelização “Formamos a Igreja Viva” não pretende, de modo algum, ser um projeto uniformizador das ações pastorais diocesanas. Queremos manter vivo o respeito pelas muitas e diferentes iniciativas vindas das comunidades paroquiais, das pastorais e dos movimentos.
No entanto, tanto o Conselho Diocesano de Pastoral como também o Clero Diocesano manifestaram unanimemente a preocupação em deixar claro que, embora prevaleça essa atitude de respeito a todas as iniciativas, desejamos vivamente que este projeto de evangelização, proposto pela Diocese, seja assumido e levado adiante por todas as nossas forças vivas eclesiais.
Por fim, é necessário ainda dizer que, sendo um projeto, o nosso “Formamos a Igreja Viva” estará sempre em discussão para, durante os próximos quatro anos, ser aperfeiçoado naquilo que ele apresentar de lacunas diante dos exigentes desafios da ação evangelizadora, em tempos atuais.
2. Objetivos
a) Oferecer uma perspectiva de unidade na ação evangelizadora, inspirada no Plano Diocesano de Evangelização.
b) Facilitar, através de meios acessíveis a todos, a recepção das decisões tomadas em Assembléia, nos níveis forâneo, paroquial, comunitário e dos pequenos grupos de reflexão.
c) Atender, do modo peculiar que cada dimensão exige, as prioridades definidas em Assembléia e assumidas no Plano Diocesano.
d) Tornar-se o ‘carro-chefe’ da ação evangelizadora da Diocese de Luz, nos próximos quatro anos.
e) Ser instrumento de diálogo com todas as iniciativas próprias das foranias, paróquias, comunidades, pastorais e movimentos eclesiais, com vistas a objetivos comuns.
3. Orientações gerais:
a) Para realizar na prática o Plano Diocesano de Ação Evangelizadora precisamos de projetos concretos de evangelização, que estejam em estreita sintonia com o Plano Diocesano, de um lado, e que respeitem as singularidades vindas dos diferentes contextos culturais, sociais e eclesiais, presentes em nossa Diocese.
b) O Projeto de Evangelização “Formamos a Igreja Viva” será um dos muitos projetos que buscarão efetivar o rosto desejado para nossa Igreja Particular. Isso porque as comunidades, as pastorais, os movimentos eclesiais poderão, caso julguem oportuno, ter também os seus projetos específicos de evangelização.
c) No entanto, o projeto “Formamos a Igreja Viva” tem uma característica muito especial: ele será o projeto assumido diocesanamente, ou, em outras palavras, será o carro-chefe de todos os nossos esforços para efetivar o Plano Diocesano de Ação Evangelizadora.
d) Este Projeto de Evangelização terá prioridade de ação dentro do modelo de Igreja como rede de comunidades, portanto, ele visará especialmente as foranias, paróquias, comunidades e seus setores. Isso porque todo o projeto está fundamentado na segunda prioridade, assumida na Assembléia do Povo de Deus: Renovação da Igreja como rede de pequenas comunidades.
e) Embora comunidades paroquiais, foranias, pastorais diocesanas, movimentos eclesiais possam ter seus projetos específicos de evangelização, seja levada em conta, por todas as forças vivas eclesiais, a prioridade que deve ter o Projeto Diocesano “Formamos a Igreja Viva”. Isso demonstrará nosso desejo de unidade em torno de propósitos comuns, definidos na 2ª. Assembléia Diocesana.
f) Um critério mínimo, para o surgimento e a realização de outros projetos concretos de evangelização, deve ser adotado: nenhum projeto seja contrário às aspirações da Assembléia Diocesana, recolhidas no Plano Diocesano de Ação Evangelizadora.
4. Orientações metodológicas:
g) O Projeto de Evangelização, inicialmente, está preparado para vigorar por quatro anos, feitas, por parte do bispo diocesano, do Conselho Diocesano de Pastoral e do Clero, as avaliações e ponderações necessárias periodicamente.
h) A centralidade deste projeto está na criação (quando este for o caso), na renovação, fortalecimento e animação da Paróquia como rede de pequenas comunidades. O eixo de atuação do projeto “Formamos a Igreja Viva” serão as pequenas comunidades e seus setores. Assumindo este eixo evangelizador das pequenas comunidades, acreditamos estar, ao mesmo tempo, oferecendo “formação integral para todos os agentes de pastoral” e sendo “presença profética e transformadora (...) na Sociedade”.
i) O Projeto de Evangelização ocupará o espaço destinado aos dias de formação e espiritualidade, nas foranias e paróquias, já agendados no calendário diocesano.
j) Para cada um destes quatro anos, assumiremos um TEMA CENTRAL. E cada TEMA CENTRAL será trabalhado em três PONTOS-FORTES.
k) Cada PONTO FORTE se desdobrará em três aspectos: Formação; Celebração; Experiência de Vida.
l) A Formação é o elemento que pretende criar a unidade na ação evangelizadora. Será produzida em nível diocesano e numa linguagem que facilite o acesso do maior número possível de fiéis em nossas comunidades e seus setores.
m) A Celebração é o elemento espiritual que pretende tornar este projeto mais que um momento de estudo, mas principalmente um momento em que nos reconhecemos como Igreja Diocesana, que celebra a vida, em suas comunidades.
n) A Experiência de Vida é o elemento que dará concretização ao que se vai discutindo e celebrando. Serão como que propósitos, relativos a cada tema, que a comunidade oferecerá aos fiéis para viverem melhor o que foi refletido e celebrado.
o) No nível diocesano, serão preparadas as reflexões referentes ao aspecto da Formação, isto é, o material didático necessário para a execução do projeto.
p) No nível forâneo e paroquial, serão preparados os momentos celebrativos e as sugestões de Experiência de Vida.
q) Os momentos importantes da Igreja no Brasil e no mundo serão incorporados progressivamente a este projeto, a partir de seu 2º. ano, em 2006.
r)
5. Cronograma proposto
1º. Ano - 2005: O Rosto da Diocese de Luz
a) Plano Diocesano de Evangelização.
b) Projeto “Formamos a Igreja Viva”.
c) Diretório Diocesano para Sacramentos e Sacramentais.
2º. Ano - 2006: A Pessoa
a) Pessoa e afetividade
b) Pessoa e ética
c) Pessoa e espiritualidade
3º. Ano - 2007: A Comunidade
a) Viver em comunidade
b) Comunidade e compromissos éticos
c) A espiritualidade da comunidade
4º. Ano - 2008: A Sociedade
a) Olhar cristão para a Sociedade
b) Testemunho ético diante da sociedade
c) Testemunho espiritual diante da sociedade
[1] Cf.: DGAE 2003 – 2006. Doc. 71 CNBB, n.6.
[2] Cf.: DGAE 2003 – 2006. Doc. 71 CNBB, n.65.
[3] Idem, n.112 – 120.
[4] DGAE. Doc. 71. CNBB, p.45
[5] Jr. 1 - 2
[6] Cf.: Lumen Gentium n.70, 75, 83, 85.
[7] Conclusões de Santo Domingo, n. 58. O n. 60, destas mesmas conclusões, apresenta com detalhes: “Temos de pôr em prática estas grandes linhas: - renovar as paróquias a partir de estruturas que permitam setorizar a pastoral, mediante pequenas comunidades eclesiais nas quais apareça a responsabilidade dos fiéis leigos.”
[8] DGAE. Doc. 71. CNBB, p.71
[9] Gaudium et Spes, n. 1. O n. 40, do mesmo documento completa: “Deste modo, a Igreja se manifesta, ao mesmo tempo, como ‘assembléia visível e comunidade espiritual’ e caminha juntamente com a humanidade inteira. Experimenta com o mundo a mesma sorte terrena; é como que o fermento e a alma da sociedade humana a ser renovada em Cristo e transformada na família de Deus.”
[10] DGAE. Doc. 71. CNBB, p. 94.